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Tratamento com eximer laser

NOVA YORK - Para os milhões de pessoas que têm psoríase , um alívio rápido e completo parece ter chegado. A esperança é o eximer laser, tratamento que parece não apresentar efeitos colaterais. Para os médicos, o eximer laser, que usa raio ultravioleta-B (UVB), pode resolver os problemas causados por essa doença de pele num período bem menor que o exigido pelos tratamentos a laser mais antigos, além de reduzir o risco de câncer.

Em testes feitos em Harvard com 13 pacientes de psoríase, pesquisadores notaram que placas de pele que haviam recebido uma dose intensa de raio UVB emitida pelo eximer laser melhoraram imediatamente e ainda estavam bem após quatro meses. O estudo foi publicado na revista Archives of Dermatology.

Outro teste com sete pacientes de psoríase, usando uma dose menos intensa de raio UVB, também teve êxito. Ela foi divulgada em reunião da Academia Americana de Dermatologia por James M. Spencer, do Centro Médico Mount Sinai, de Nova York.

Fonte: O Estado de São Paulo

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Apontado pelas pesquisas médicas como opção mais eficaz para controlar psoríase e vitiligo, doenças dermatológicas crônicas, o tratamento fototerápico acaba de evoluir consideravelmente com a chegada ao Brasil do XTRACK Laser, equipamento cuja ação se restringe apenas às lesões, sem efeitos colaterais. Aprovada em 2000 pelo FDA, órgão americano que regulamenta alimentos e medicamentos, a técnica já é a mais utilizada nos Estados Unidos para combater essas lesões.

A explicação está no laser Excimer, que, ao emitir radição semelhante aos raios ultravioleta B, estimula a repigmentação da área afetada pelo vitiligo e a regressão das placas de psoríase. "Por atuar apenas nas regiões afetadas, o XTRAC registra eficácia com menor número de aplicações e reduz a possibilidade de queimaduras e efeitos adversos", confirma o dermatologista Mário Grinblat, do Hospital Albert Einstein.

No caso da psoríase, o tratamento diminui em seis vezes a necessidade de efeito cumulativo das ondas emitidas pelos tratamentos fototerápicos tradicionais na recuperação das áreas lesionadas. Quando usado para repigmentação das lesões brancas causadas pelo vitiligo, a luz estimula diretamente os melanócitos, células que produzem a melanina responsável pela cor da pele, garantido uma recuperação mais estável da mancha.

O XTRAC surgiu em 1998, como resultado de pesquisas clínicas do departamento de Dermatologia da Escola de Medicina de Harvard. Os médicos encontraram o comprimento de onda ideal para atuação no pico máximo da psoríase. "Ao ser aplicado para tratar o vitiligo, o laser promove a repigmentação estável das manchas, o que representa algo animador, já que não é possível prever o surgimento ou evolução da doença", explica Mário Grinblat, dermatologista do Hospital Albert Einstein.

Outra vantagem considerável do XTRAC é o fato de dispensar o uso de medicação associada, situação que reduz drasticamente os efeitos colaterais e torna possível o tratamento em crianças e gestantes, que normalmente têm restrições aos procedimentos mais tradicionais.

Psoríase: é uma inflamação crônica da pele, sem cura ou prevenção e não-contagiosa; pode apenas ser controlada. Caracteriza-se pelo aparecimento de placas avermelhadas e descamativas, normalmente nos cotovelos, joelhos e couro cabeludo. Surge comumente antes dos 30 e após os 50 anos; em 15% dos casos, a doença pode aparecer na infância. A incidência genética é preponderante em 30% dos casos, mas fatores como estresse, exposição ao frio, o uso de certos medicamentos e o álcool podem agravar o problema.

Vitiligo: doença auto-imune caracterizada pela despigmentação da pele, afeta cerca de 3% da população mundial. Apesar de ter causa desconhecida, sabe-se que fatores genéticos e emocionais têm forte influência para seu aparecimento ou agravamento. O distúrbio se caracteriza pelo surgimento de manchas esbranquiçadas na pele, bem delimitadas e não contagiosas, devido à destruição dos melanócitos - as células responsáveis por produzir a coloração da pele. O cabelo e as mucosas labial e genital também podem ser afetados.

Fonte: Da Redação com assessoria do Dr. Mário Grinblat, dermatologista do Hospital Albert Einstein.

 

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