Pesquisa testa colírio para glaucoma contra vitiligo
MARIANA VERSOLATO
DE SÃO PAULO
Um colírio contra uma doença ocular, o glaucoma, pode ajudar no tratamento de pessoas com vitiligo
O medicamento contém uma substância, a bimatoprosta, também encontrada em um cosmético para aumentar e escurecer os cílios.
Por causa de sua capacidade de "coloração", o composto se mostrou eficaz para repigmentar manchas brancas de pacientes com vitiligo, segundo resultados preliminares de um estudo de pesquisadores do Hospital e Escola Médica Gian Sagar, na Índia.
As conclusões foram apresentadas no último Congresso Mundial de Dermatologia, em Seul, na Coreia do Sul. A exibição rendeu uma medalha de ouro ao trabalho na premiação do congresso.
Vinte pacientes com vitiligo participaram do estudo, mas, no congresso, os pesquisadores mostraram os resultados iniciais de dez deles. Sete tiveram as manchas brancas repigmentadas após dois meses de aplicação diária da substância nas lesões.
Todos tinham vitiligo estável, que não havia aumentado ou diminuído seis meses antes do início da pesquisa.
PROMISSOR
Para a dermatologista Sarita Martins, vice-presidente da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia), o tratamento é promissor. "Os resultados foram muito bons. E os efeitos colaterais foram baixos e pouco frequentes", afirma Martins.
Dos dez pacientes, dois relataram ardor, principalmente em áreas próximas à boca.
Celso Lopes, membro da SBD e médico do ambulatório de vitiligo da Unifesp, diz ainda que o uso da bimatoprosta pode ser uma opção a mais para o arsenal de tratamento contra o vitiligo.
O dermatologista, no entanto, faz algumas ressalvas ao estudo. A primeira é que o número de pacientes estudados é muito pequeno.
Além disso, os pesquisadores afirmam que os resultados foram melhores na face do que no tronco e em quem tinha vitiligo há menos de seis meses.
Segundo Lopes, resultados semelhantes podem ser conseguidos com medicamentos que regulam a ação do sistema de defesa do organismo, já usados atualmente.
Por isso, ele acredita que seria necessário fazer estudos maiores e que comparassem diferentes tratamentos para atestar a eficácia e a segurança do uso da bimatoprosta. "É preciso ter cuidado e esperar até o final da pesquisa para considerar o uso desse tratamento", diz Lopes.
Martins, porém, afirma que, há um mês, já começou a usar a subtância "off label" (para indicações não aprovadas no país) em três pacientes seus com vitiligo, que se voluntariaram para o teste.
Eles serão analisados daqui a um mês, para que o tempo de uso do remédio seja o mesmo do estudo indiano.
Tanto o colírio para glaucoma quanto o produto para aumentar os cílios, ambos fabricados pela farmacêutica Allergan, são vendidos apenas com receita médica.
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Editoria de Arte/Folhapress |
Nossa opinião : É uma irresponsabilidade a SBD dar nota sobre este assunto, principalmente sabendo que esta enfermidade é auto-imune.
Mesmo para o iniciante em dermatologia , sabe-se que os queratinócitos recebem os granulos de melanina dos melanócitos (por exocitose), e o erro metabólitco está neste último. Portanto o que colocamos na nossa pele só pode "atingir" superficialmente os queratinócitos, uma vez que estes se renovam a cada 28 dias em média, o erro continua a vir de "dentro", concluimos que não passa de um placebo.
Mais de 5 milhões de brasileiros sofrem com esta enfermidade, tá na hora de agir com mais integridade com estes portadores, cria-se idéias mirabolanes para gerar ilusão e atendimento médico (R$ - Ato médico).
Nossas pesquisas apontam para que a Tirosina , percursora da melanina sintetizada pelos melanócitos (RE/Golgi) em vesiculas "melanossomos" ao migrarem para os queratinócitos são degradados pelo sistema imune, ainda no liquido intersticial, por sinalização de erro na sintese da tirosina , provavelmente no caminho entre as supras-renais (por conta do estresse) e a realização da tirosinase.
Nossa pesquisa versa em uma possivel alteração , enantiômero da tirosina entre as supras-renais e os melanócitos , ou já nos melanócitos na síntese da tirosina em DOPA. Este erro é o responsável pela sinalização ao sistema imune.
A Fototerapia e o uso de corticóides só ajudam a inibir o sistema imune, por este motivo ocorre a repigmentação até porque a Fototerapia estimula por agressão a maior produção de vesiculas "melanossomos", o mesmo acontece com outros medicamentos usados diretamente na pele.
Composição da Bimatoprostina (colírio) : cloreto de sódio, fosfato de sódio dibásico heptahidratado, ácido cítrico monoidratado, cloreto de benzalcônio e água purificada qsp.
Abaixo a bula do medicamento:
Contra-indicações de Bimatoprost
LUMIGAN (Bimatoprosta) é contra-indicado em pacientes com hipersensibilidade ao Bimatoprosta ou qualquer outro componente da fórmula do produto.
Advertências
Advertências Foram relatados aumento gradativo do crescimento dos cílios em comprimento e espessura, e escurecimento dos cílios (em 22% dos pacientes após 3 meses, e 36% após 6 meses de tratamento), e, escurecimento das pálpebras (em 1 a <3% dos pacientes após 3 meses e 3 a menor ou igual a 10% dos pacientes após 6 meses de tratamento). Também foi relatado escurecimento da íris em 0,2% dos pacientes tratados durante 3 meses e em 1,1% dos pacientes tratados durante 6 meses. Algumas dessas alterações podem ser permanentes. Pacientes que devem receber o tratamento de apenas um dos olhos devem ser informados a respeito dessas reações. LUMIGAN (Bimatoprosta) é medicamento de uso exclusivamente tópico ocular. Precauções Gerais Houve relatos de ceratite bacteriana associada com o uso de recipientes de doses múltiplas de produtos oftálmicos de uso tópico. Esses recipientes foram contaminados inadvertidamente pelos pacientes, que, na maioria dos casos, apresentavam doença corneana concomitante ou ruptura da superfície epitelial ocular. LUMIGAN (Bimatoprosta) deve ser utilizado com cautela em pacientes com inflamação intra-ocular ativa. Foram relatados durante o tratamento com o Bimatoprosta casos de edema macular, incluindo edema macular cistóide. Assim, LUMIGAN (Bimatoprosta) em solução oftálmica deve ser utilizado com cautela em pacientes afácicos, pseudoafácicos com a cápsula posterior do cristalino rompida, ou em pacientes com conhecido fator de risco para edema macular. LUMIGAN (Bimatoprosta) não foi avaliado no tratamento do glaucoma de ângulo fechado, glaucoma inflamatório ou glaucoma neovascular. Pacientes com insuficiência renal ou hepática LUMIGAN (Bimatoprosta) não foi estudado em pacientes com insuficiência renal ou hepática e, portanto deve ser utilizado com cautela em tais pacientes. Usuários de lentes de contato As lentes de contato devem ser retiradas antes da instilação de LUMIGAN (Bimatoprosta) e podem ser recolocadas 15 minutos depois. Os pacientes devem ser advertidos de que o produto contém cloreto de benzalcônio, que é absorvido pelas lentes hidrofílicas. Uso concomitante com outros medicamentos oftálmicos tópicos Se mais do que um medicamento de uso tópico ocular estiver sendo utilizado, deve-se respeitar um intervalo de pelo menos 5 minutos entre as aplicações. Interferência na capacidade de dirigir veículos e operar máquinas Não é previsto que LUMIGAN (Bimatoprosta) apresente influência sobre a capacidade do paciente dirigir veículos ou operar máquinas, porém, assim como para qualquer colírio, pode ocorrer borramento transitório da visão após a instilação; nestes casos o paciente deve aguardar que a visão normalize antes de dirigir ou operar máquinas.
Uso na gravidez de Bimatoprost
Não se dispõe de dados a respeito da excreção do LUMIGAN (Bimatoprosta) no leite humano, mas como os estudos em animais mostraram que a substância é excretada pelo leite, recomenda-se cautela na administração do medicamento durante a lactação. Categoria de risco na gravidez: C (FDA - USA) Não foram realizados estudos controlados em gestantes. Considerando que os estudos sobre toxicidade reprodutiva em animais nem sempre são indicativos de resposta humana, LUMIGAN (Bimatoprosta) apenas deve ser utilizado em gestantes se os potenciais benefícios para a mãe justificarem os potenciais riscos para o feto.
Interações medicamentosas de Bimatoprost
Considerando que as concentrações circulantes sistêmicas do Bimatoprosta são extremamente baixas após múltiplas instilações oculares (menos de 0,2 ng/mL), e, que há várias vias enzimáticas envolvidas na biotransformação do Bimatoprosta, não são previstas interações medicamentosas em humanos. Não são conhecidas incompatibilidades.
Reações adversas / Efeitos colaterais de Bimatoprost
LUMIGAN (Bimatoprosta) é bem tolerado, podendo causar eventos adversos oculares leves a moderados e não graves. Nos estudos clínicos eventos adversos ocorrendo em 15 a 45% dos pacientes que receberam doses únicas diárias, durante 3 meses, em ordem decrescente de incidência foram: hiperemia conjuntival, crescimento dos cílios e prurido ocular. Aproximadamente 3% dos pacientes interromperam o tratamento por causa dos eventos adversos. Eventos adversos ocorrendo em aproximadamente 3 a <10% dos pacientes, em ordem decrescente de incidência, incluíram: secura ocular, ardor ocular, sensação de corpo estranho no olho, dor ocular e distúrbios da visão. Eventos adversos ocorrendo em 1 a <3% dos pacientes foram: eritema palpebral, pigmentação da pele periocular, irritação ocular, secreção ocular, astenopia, conjuntivite alérgica, lacrimejamento, ceratite puntiforme superficial, e fotofobia. Em menos de 1% dos pacientes foram relatadas: inflamação intra-ocular, mencionada como irite e pigmentação da íris, alteração das provas de função hepática e infecções (principalmente resfriados e infecções das vias respiratórias). Com tratamentos de 6 meses de duração foram observados, além dos eventos adversos relatados acima, em aproximadamente 1 a <3% dos pacientes, edema conjuntival, blefarite e astenia. Em tratamentos de associação com betabloqueador, durante 6 meses, além dos eventos acima, foram observados em aproximadamente 1 a <3% dos pacientes, erosão da córnea, e piora da acuidade visual. Em menos de 1% dos pacientes, blefarospasmo, depressão, retração palpebral, hemorragia retiniana e vertigem. A freqüência e gravidade dos eventos adversos foram relacionadas à dose, e, em geral, ocorreram quando a dose recomendada não foi seguida. ATENÇÃO: Este produto é um novo medicamento e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis para comercialização, podem ocorrer efeitos indesejáveis não conhecidos. Se isto ocorrer, o médico responsável deve ser comunicado.
Bimatoprost - Posologia
Aplicar uma gota no olho afetado, uma vez ao dia, à noite. A dose não deve exceder a uma dose única diária, pois foi demonstrado que administração mais freqüente pode diminuir o efeito hipotensor sobre a hipertensão ocular. LUMIGAN (Bimatoprosta) pode ser administrado concomitantemente com outros produtos oftálmicos tópicos para reduzir a hipertensão intra-ocular, respeitando-se o intervalo de pelo menos 5 minutos entre a administração dos medicamentos.
Superdosagem
Não foram relatados casos de superdosagem com Lumigan (Bimatoprosta). A ingestão pode produzir náusea e desconforto gástrico, e podem ocorrer outros sintomas decorrentes da absorção, tais como alterações da pressão arterial, secreção gástrica, inflamação, cefaléia e broncoconstrição. No caso de superdosagem, recomenda-se tratamento sintomático.
Características farmacológicas
Farmacodinâmica LUMIGAN é um agente antiglaucomatoso, cujo princípio ativo é o Bimatoprosta, prostamida que é um análogo sintético da prostaglandina F2alpha (PGF2alpha ) com potente atividade hipotensora ocular. Sua seletividade imita os efeitos da prostamida F2alpha , substância que existe naturalmente. Ela é sintetizada a partir de uma anandamida por uma via envolvendo a COX-2, mas não a COX-1, sugerindo uma nova via que leva à síntese de amidas lipídicas endógenas que reduzem a pressão intra-ocular (PIO). O Bimatoprosta difere das prostaglandinas, pois não estimula os receptores prostanóides, não é mitogênica, não contrai o útero humano e é eletroquimicamente neutro. O Bimatoprosta reduz a PIO em humanos porque aumenta o fluxo de saída através das malhas trabeculares e aumenta o fluxo de saída uveo escleral. Farmacocinética Absorção: Após instilação, o Bimatoprosta é absorvido através da córnea e esclera humana, atingindo concentrações plasmáticas de pico em 10 minutos e passa a apresentar concentrações abaixo do limite de detecção (0,025 ng/mL) em 1,5 horas após a administração. Os valores da Cmáx média e a AUC0-24horas foram semelhantes nos dias 7 e 14 em aproximadamente 0,08 ng/mL e 0,09 ng/mL, respectivamente, indicando que o estado de equilíbrio foi atingido durante a primeira semana de aplicação ocular. A substância não sofre acúmulo sistêmico significativo no decorrer do tempo. Distribuição: O Bimatoprosta se distribui aos tecidos orgânicos atingindo um volume de distribuição no estado de equilíbrio de 0,67 L/kg. Estudos em coelhos e macacos mostraram que após aplicação tópica o Bimatoprosta se distribui para o segmento anterior do olho, atingindo as concentrações mais elevadas na conjuntiva, córnea, esclera, íris e corpo ciliar. No sangue humano o Bimatoprosta permanece principalmente no plasma. Aproximadamente 12% do Bimatoprosta permanece livre. Metabolismo: O Bimatoprosta sofre glucoronidação, hidroxilação, n-desetilação e então desamidação para formar uma variedade de metabólitos, que não são farmacologicamente ativos. Eliminação: Sua excreção é principalmente urinária. Após uma dose intravenosa de Bimatoprosta marcado radioativamente (3,12 mcg/kg) a seis voluntários sadios, a concentração sangüínea máxima da droga inalterada foi de 12,2 ng/mL e diminuiu rapidamente com uma meia vida de eliminação de aproximadamente 45 minutos. A depuração total no sangue foi de 1,5 L/h/kg. Até 67% da dose administrada foi excretada pela urina enquanto 25% da dose foi recuperada nas fezes.. A redução da pressão intra-ocular se inicia aproximadamente 4 horas após a primeira administração com efeito máximo atingido dentro de aproximadamente 8 a 12 horas. A duração do efeito se mantém por pelo menos 24 horas. Os estudos de carcinogenicidade e mutagenicidade mostraram que o Bimatoprosta não é mutagênico nem clastogênico no teste de Ames, e nos testes micronucleares e testes de linfoma de camundongos.
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