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O
que existia anteriormente para tratar o vitiligo eram técnicas
semelhantes, mas com maneiras de execução totalmente diferentes, e o
resultado estético ao final do tratamento não era muito bom.O antigo
método retira pequenas áreas da pele do tamanho de confetes, em vez de
raspas. Apesar de poder tratar áreas maiores, o resultado do enxerto de
confetes nas áreas afetadas pela doença deixa a pele saliente e
esteticamente com aspecto desagradável. Além do contorno desses confetes
ficar mais escuro que o tom da pele normal do paciente, os halos não se
fundem, deixando a pele saliente, parecendo verrugas.
Existe outro tratamento, extremamente caro e ainda realizado de forma
experimental, no qual se retira um pedaço pequeno da pele pigmentada do
paciente para ser reproduzida em laboratório.
Verificar se haveria reprodução de melanócitos (célula responsável pela
produção de pigmentos da pele), uma área pigmentada - saudável - foi
raspada e depois enxertada na área com vitiligo; como comparação, outra
área, com vitiligo, foi raspada, mas sem receber o enxerto.
De origem ainda desconhecida, o vitiligo causa descolorações na pele
caracterizadas por manchas esbranquiçadas de formas e tamanhos variáveis,
com bordas irregulares e limites nítidos. A doença tem evolução incerta,
podendo até mesmo, em alguns casos, ocorrer cura espontânea.
O tratamento só pode ser realizado em pequenas áreas despigmentadas a cada
sessão (do tamanho aproximado de uma caixa de fósforo) e nos casos em que
a doença não esteja progredindo. Essa é a única limitação do tratamento,
pois, dependendo da área, é necessário fazer vários enxertos. O vitiligo
muito extenso deve ser tratado clinicamente. O novo método deve apenas
completar o tratamento.
Os tratamentos eram portanto feitos com algumas medicações, ou via oral ou
uso tópico mais, sempre, necessitando de uma estimulação da radiação
ultravioleta para pigmentar as áreas esbranquiçadas.
Existe tbém a utilização da substância tracolimus no tratamento do
vitiligo. Essa substância imunomoduladora foi utilizada duas vezes por
dia, sobre as manchas, por um período de quatro meses, em caso de vitiligo
estável (incluindo crianças).
Como resultado, constatou-se que houve uma repigmentação muito boa após o
período de quatro meses, sem grandes efeitos colaterais (em alguns casos
houve uma leve irritação).
Vale ressaltar que o tratamento com tracolimus, duas vezes por dia, foi
preconizado para os casos estáveis do vitiligo e, não, para aqueles que
estivesse havendo aumento das manchas.
No entanto, a grande descoberta dessa substância para os pacientes do
vitiligo é que, pela primeira vez, não há necessidade de luz no
tratamento. Até agora, a maioria dos pacientes acabavam desistindo do
tratamento porque cansavam-se de se expor a luz artificial ou mesmo a luz
solar, com freqüência necessária para que surtisse efeito.
O tracolimus é usado sob a forma de creme em duas concentrações
comerciais. O produto deve ser passado no local da mancha e espalhado numa
película fina.
Portanto, conforme já mencionamos anteriormente, trata-se de um
imunomodulador, agindo nas células responsáveis pela imunologia, alteradas
devido a doença.
O tracolimus provoca uma normalização da parte imunológica das células, na
área da lesão e, conseqüentemente, podem melhorar o vitiligo. Mas vale a
pena enfatizar que essa descoberta ainda é muito nova e, por isso, poderá
não se adequar a todos os casos. Além disso, o número de casos tratados
ainda é pequeno mas, de qualquer forma, aponta um caminho melhor que pode
ser seguido, totalmente diferente de tudo o que houve até os dias de hoje,
pois além de na apresentar efeitos colaterais, pode ser realizado num
tempo relativamente curto.
Fonte(s):
Tratamento
Tratamento clínico
Nenhuma terapia isolada para vitiligo previsivelmente produz bons
resultados em todos os pacientes; a resposta ao tratamento é altamente
variável. O tratamento deve ser individualizado e os pacientes devem estar
cientes dos riscos associados a ele. Fotoquimioterapia sistêmica induz
repigmentação cosmeticamente satisfatória em até 70% dos casos iniciais e
localizados. O tratamento com PUV-A (8-metoxipsoraleno, 5-metoxipsoraleno,
trimetilpsoraleno mais UV-A) costuma ser a escolha mais prática para
tratamento, especialmente no vitiligo generalizado em pacientes com tipos
de peles IV-VI. No entanto, são necessários dois ou três tratamentos por
semana por muitos meses antes de a repigmentação das aberturas
perifoliculares se fundirem, produzindo repigmentação confluente. Os
melhores resultados podem ser obtidos na face e nas partes proximais das
extremidades. O vitiligo do dorso das mãos e dos pés é muito resistente a
tratamento. Esteróides sistêmicos (prednisona) têm sido usados, embora seu
uso prolongado e sua toxicidade os tornem indesejáveis:
a) Os esteróides têm sido administrados com sucesso anedótico em doses de
pulso ou em baixas doses para minimizar os efeitos adversos.
b) Os benefícios e a toxicidade desse trata-mento devem ser pesados
cuidadosamente.
c) São necessárias mais pesquisas para estabelecer a segurança e a
eficácia desse tratamento para vitiligo.
d) Costuma ser escolhida primeiro uma preparação tópica de esteróides para
tratar vitiligo localizado porque é fácil e conveniente para médicos e
pacientes manter esse tratamento.
e) Relatam-se os resultados do tratamento como moderadamente
bem-sucedidos, particularmente nos pacientes com vitiligo localizado e/ou
componente inflamatório em seu vitiligo, mesmo que a inflamação seja
subclínica.
Se o vitiligo for generalizado e as tentativas de repigmentação não
produzirem resultados satisfatórios, poderá ser tentada a despigmentação
em pacientes selecionados:
a) Devem ser consideradas as conseqüências sociais e emocionais causadas
pela despigmentação no longo prazo.
b) Não se deve tentar despigmentação, a menos que o paciente compreenda
inteiramente que o procedimento, em geral, resulte em despigmentação
permanente.
c) Algumas autoridades têm recomendado consulta a um profissional de saúde
mental para discutir as conseqüências sociais causadas ao paciente pela
despigmentação.
d) Aplica-se um creme a 20% de monobenziléter de hidroquinona duas vezes
ao dia por 3 a 12 meses. Pode ocorrer queimação ou prurido, bem como o
aparecimento de dermatite de contato alérgica.
e) PUV-A tópica traz benefício em alguns pacientes com lesões localizadas.
Existem creme e solução de 8-metoxipsoraleno (concentração de 0,1% a 0,3%)
para esse tratamento.
É aplicada 30 minutos antes da radiação UV-A (geralmente 0,1-0,3 J/cm2
UV-A). Deve ser aplicada uma ou duas vezes por semana. Os médicos que
prescrevem terapia com PUV-A devem estar muito familiarizados com os
riscos associados ao tratamento. Exposição adicional a UV-A deve ser
evitada enquanto a pele estiver sensibilizada. Podem ocorrer queimaduras
severas se os pacientes receberem exposição adicional a UV-A. Devem ser
recomendados filtros solares a todos os pacientes com vitiligo para
minimizar o risco de queimadura solar ou de lesão solar repetida à pele
despigmentada. Os pacientes devem compreender que a maioria dos
bloqueadores solares têm capacidade limitada de filtrar a luz UV-A. O
bronzeamento da pele normal em volta exagera o aparecimento do vitiligo, e
isso é prevenido pela proteção solar. Os filtros solares com fator de
proteção solar (FPS) de 15 ou mais são os melhores.
Tratamento cirúrgico
Os pacientes que têm pequenas áreas de vitiligo com atividade estável são
candidatos a transplantes cirúrgicos.
a) Enxertos com punch:
Material de biópsia por punch de um local doador pigmentado é
transplantado para pontos despigmentados; repigmentação e propagação da
cor começam 4 a 6 semanas depois do enxerto; o principal problema é um
padrão de pigmentação residual com aspecto irregular.
b) Minienxertos:
Pequenos enxertos doadores são inseridos na incisão dos pontos receptores
e mantidos no lugar por um curativo compressivo; o enxerto cicatriza
rapidamente e começa a repigmentar em 4 a 6 semanas; persiste um certo
aspecto irregular, mas é mínimo, e o resultado cosmético é excelente.
c) Bolhas de sucção:
Enxertos epidérmicos podem ser obtidos por aspiração a vácuo geralmente
com 150 mmHg; o local receptor pode ser preparado por aspiração,
congelamento ou dermabrasão dos locais, 24 horas antes da colocação do
enxerto; o teto despigmentado da vesícula é desprezado, e o enxerto doador
epidérmico é colocado nas áreas de vitiligo.
d) Culturas autólogas e enxertos de melanócitos autólogos:
Estas duas técnicas são caras e impraticáveis rotineiramente.
e) Micropigmentação:
Podem ser usadas tatuagens para repigmentar pele despigmentada em
indivíduos de pele escura; é difícil a correspondência de cores, e a cor
tende a esmaecer. A pele pode ser corada com preparações de
diidroxiacetona, embora geralmente a correspondência de cor não seja boa.
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A
Receita: para tratamento do vitiligo usa-se o
CIPÓ-DE-SÃO-JOÃO.
Partes usadas: usam-se normalmente as flores, mas podem ser usadas as
folhas caules e raízes, desde que colhidos na época em que a planta está
com flores (inflorescência).
Após
a colheita dos ramos, lave o material e deixe desidratar, na sombra por 15
dias (não deixe tomar sol - porque o sol queima a planta).
Separe em flocos de 300 gramas cada.
Modo
de preparo: percentual unitário (a mistura dos componentes)
1 - 70% 70 ml álcool de cereais (como fazer/adquirir este álcool?)
2 - 30% 30 ml água fervida (ou de fonte)
3 - 300 g Cipó-de-São-João desidratado (secar na sombra)
Em
outras palavras : em recipientes de vidro com 1 litro cada coloque os
flocos dos ramos e encha com uma mistura de 7 partes de álcool de cereais
e 3 partes de água fervida.
Deixe em infusão (a mistura em descanso na sombra) por 15 (quinze) dias.
Coe o líquido resultante em peneira fina ou pano.
Modo
de usar: tomar 25 gotas em meio copo de água 3 vezes ao dia.
Observações: a cura é demorada, os resultados demoram até 6 (seis) meses
para serem verificados, há de ser paciente.
continua |